14.9.09

Paulo Teixeira



Creio na vastidão dos amores humanos,
esses amores que se fundem com os domínios
inelutáveis da dor: o amor, essa claridade
que não alcançou em nossos dias
a recôndita certeza dos deuses.

Amores
frágeis sob o voo irisado das aves, amores
de uma noite profunda ou de uma tarde amena
entre o regaço de outras mãos. Amores
de pais onde tudo se esquece entre
uma aurora e outra.


Credo quia absurdum de As imaginações da Verdade, Editorial Caminho, Lisboa 1985
Imagem: Ben Goossens

2 comentários:

Anónimo disse...

Amores...

Eu tb lhe(s) ergo as mãos.


Abraço em pontas.

blue

nadir disse...

abraço a ti e aos amores, aqueles que nos fazem ficar em pontas.


m.m.