11.11.11

José Tolentino Mendonça



Estendi a mão por qualquer coisa inocente
uma pedra, um fio de erva, um milagre
preciso que me digas agora
uma coisa inocente

Não uses palavras
qualquer palavra que me digas há-de doer
pelo menos mil anos
não te prepares, não desejes os detalhes
preciso que docemente o vento
o longínquo e o próximo
espalhe o amor que não teme

Não uses palavras
se me segredas
aquilo que no fundo das nossas mentiras
se tornou uma verdade sublime


Uma coisa inocente de De Igual para Igual, Assírio & Alvim
Imagem:Luis Lobo Henriques em 1000 imagens

4 comentários:

leve disse...

Tentei comentar no NOW, mas não consegui, para te dizer que:

-Totalmente de acordo, m.m.
Ouço-te e abraço-te entre a terra e o céu.


Que a verdade sublime perdure - segredo-te

blue

comboio turbulento disse...

voltei à blogosfera e nada melhor do que as palavras de nadir. Tolentino tem razão. As palavras são difíceis mas impulsivas. Por isso é tão difícil gerir o silêncio

Nadir disse...

bluínha mais vale tarde que nunca...dizem! tenho andado a 100, as minhas desculpas pela ausência.
Entendo-te sim, tu sabes que sim.

um beijinho grande

m.m.

Nadir disse...

Kim! que surpresa a tua volta a este espaço e desde já agradeço a visita. Volta sempre com, ou sem palavras, em silêncio.

abraço

m.m.